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Tratamento de Água: Como Funciona, Etapas e Importância para Indústrias e Saneamento

Gerenciamento recursos hídricos
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O tratamento de água é fundamental para garantir que a água captada em rios, lagos e poços esteja limpa e segura para consumo humano e uso industrial. Esse processo envolve várias etapas que removem impurezas, microrganismos e substâncias nocivas, protegendo a saúde pública e o meio ambiente.

Além do consumo de água potável da população e da vida animal, o uso da água está presente na maioria dos processos industriais, sendo estes, responsáveis pelo consumo de 22% de água no mundo todo.

Pesquisa recente realizada pelo Instituto Trata Brasil, revela que no Brasil, mais de 39% da água potável tratada, acaba sendo desperdiçada. Essa quantidade equivale ao abastecimento de 63 milhões de brasileiros por ano.

Em épocas de escassez de chuva, o governo brasileiro chegou a emitir alertas de risco hídrico em 2021, indicando a possibilidade do corte do fornecimento de energia para parte da população.

Todos os fatos mencionados, nos levam à seguinte reflexão: como as indústrias podem contribuir para o melhor aproveitamento da água? E a resposta está em duas palavras: ETA e ETE.

O que é um empreendimento ETA?

A sigla ETA significa Estação de Tratamento da Água. Empreendimentos em ETAs, que são lugares que contam com tecnologias para o tratamento da água antes de sua disponibilização para o consumo ou uso industrial. A água é captada em poços artesianos, lagos, rios e de outras fontes naturais, que podem ser superficiais ou estarem embaixo da terra.

Graças a essas estações que a população tem acesso a água potável para o consumo humano.

Durante o tratamento da água, a ETA efetua diversos processos, que variam de acordo com sua destinação.

Como funciona uma ETA?

Em uma ETA, a água passa pelas seguintes etapas:

  1. Coagulação. É a primeira etapa de tratamento, na qual haverá a adição do sulfato de alumínio, elemento capaz de unir as partículas de sujeira, aumentando a sua massa para a próxima etapa.
  2. Floculação. Após a união das partículas, nessa etapa a água é agitada a fim de formar grandes aglomerados de sujeira.
  3. Decantação. Nesse processo a água é deixada em repouso, para que os flocos de sujeira se acumulem naturalmente no fundo do tanque.
  4. Filtragem. Como o nome já sugere, nessa etapa a água passará por diversos filtros, compostos de areia, carvão e pedra, com o objetivo de remover partículas menores de sujeira que ainda estão presentes na água.
  5. Desinfecção ou cloração. É o processo de adição de um agente oxidante que, na maioria das vezes, é utilizado o cloro na água, visando eliminar microrganismos causadores de doenças.
  6. Aplicação de flúor. Essa etapa é essencial para auxiliar na saúde bucal de quem irá consumir a água.
  7. Correção do pH. Etapa de aplicação de reguladores de pH, sendo o mais comum o carbonato de sódio. Esse processo visa evitar o desgaste e corrosão na rede de distribuição.

O que é um empreendimento ETE? 

A sigla ETE significa Estação de Tratamento de Esgoto. Trata-se de empreendimentos localizados em regiões onde há rede coletora de esgoto municipal, neste lugar aplica-se às tecnologias necessárias para a remoção das sujeiras presentes na água.

Alguns exemplos de empreendimentos ETEs, em que há necessidade de implementar tecnologias de tratabilidade são os shoppings centers, hospitais e loteamentos residenciais.

Como funciona uma ETE?

A definição acerca da implementação de uma ETE deve fazer parte do planejamento de qualquer empreendimento.

Ao planejar a construção, deve ser verificada a existência da rede coletora de esgoto, e em casos de não haver, a empresa responsável deverá implantar o sistema de tratamento de esgoto.

As etapas do tratamento são:

  1. Gradeamento. Etapa na qual os resíduos são retidos por meio de barreiras físicas (grades)
  2. Desarenação. A areia suspensa no esgoto se desloca para o fundo do tanque e os materiais orgânicos vão para a superfície.
  3. Decantador primário. O material orgânico sólido se mistura no fundo do tanque, gerando o chamado lodo.
  4. Peneira rotativa. Processo de agitação que separa a parte sólida em uma peneira.
  5. Digestão anaeróbia. Etapa de estabilizar a mistura através de processos bioquímicos que degradam a matéria orgânica biodegradável.
  6. Tanque de aeração. Processo químico no qual o resíduo orgânico se transforma em gás carbônico.
  7. Decantador secundário. Processo que reduz a matéria sólida do lodo.
  8. Adensamento do lodo. Trata-se da filtragem do lodo, retirando partes sólidas.
  9. Condicionamento do lodo. Processo químico no qual o lodo é coagulado e desidratado.
  10. Filtro de prensa. O material líquido é extraído por compressão mecânica.
  11. Secador térmico. Exposição do material a altas temperaturas, gerando a evaporação da água.

A principal diferença entre uma ETA e uma ETE é que as ETEs tratam os efluentes residenciais e industriais, enquanto as ETAs realizam o tratamento da água para que se torne potável para o consumo.

A importância da limpeza das ETAs e ETEs

Ao realizarem o tratamento da água, tanto as ETAs quanto as ETEs acumulam grande quantidade de lodo em seus tanques durante o processo. Esse lodo é altamente prejudicial à saúde pública e gera impacto negativo ao ambiente, sobretudo para a vida aquática. 

A solução é realizar frequentemente a limpeza dos tanques e fazer o tratamento do lodo, que pode ainda gerar novos negócios ao ser utilizado na fabricação de tijolos e cimento, entre outras formas de reutilização.

Como atender às leis ambientais vigentes

O descarte de efluentes é regido pela Política Nacional de Recursos Hídricos, sob a lei n.º 9.433/97, que visa estabelecer a disponibilização de água e seu uso de forma racional, além de garantir os recursos hídricos para as próximas gerações.

É preciso estar atento às classes nas quais se enquadram os corpos d ‘água para que a empresa garanta o correto descarte conforme a lei.

Verifique também os parâmetros de carga poluidora, cujos padrões são regidos pela Resolução CONAMA n.º 430. Ao estabelecer seus processos industriais, vale consultar também outras normas locais a respeito desse tema.

O não cumprimento destas normas resulta em autuações e penalidades, pelos os órgãos de fiscalização ambiental que podem levar à suspensão das atividades da empresa.

Para garantir assertividade na implementação nos seus processos industriais, conte com empresas especializadas em medição, instrumentação e controle.

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