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Esgoto no mar: impactos da falta de saneamento para os oceanos

Impactos da falta de saneamento
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Conheça os principais impactos da falta de saneamento para os oceanos.

Os oceanos ocupam uma área de 331 milhões de km² da superfície terrestre, o que corresponde a mais de 70% da sua superfície. Possuem, ainda, um papel fundamental para a vida na terra e para o equilíbrio ambiental, pois influenciam diretamente no clima, nas condições meteorológicas, estabilizam a temperatura, além de serem responsáveis pelo equilíbrio térmico da terra e serem lar de diversas espécies de animais e plantas.

No entanto, apesar de tão importante para a nossa sobrevivência e de toda a vida terrestre, sua existência tem sido ameaçada pela ação do homem. Segundo a Associação Internacional de Resíduos Sólidos, 25 milhões de toneladas de resíduos são despejados nos oceanos todos os anos. 

Além disso, a má gestão do saneamento básico por parte dos gestores das cidades e estados resulta no lançamento de esgoto e lixo nos oceanos, que segundo o relatório do Sistema Nacional de Informação Sanitária, corresponde a 83,1%.

A seguir vamos falar sobre os impactos dessas ações e qual o tratamento ideal para os esgotos. Confira!

Descarte incorreto do esgoto na água: quais as consequências?

Primeiro, como mencionamos acima, a falta de projeto de saneamento dos esgotos e o escoamento nos oceanos afeta o meio ambiente, a população e a sociedade de forma geral. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 100 milhões de brasileiros vivem sem coleta de esgoto, além de se submeter a precisar conviver com esgoto ao ar livre, expostos a doenças e a contaminação do solo.

Quando o esgoto chega no mar, a água sofre um processo de alteração química na sua composição, afetando a qualidade do oxigênio e, consequentemente, prejudicando a vida marinha. 

Além disso, junto com o esgoto, o mar também recebe metais, geralmente, como mercúrio, chumbo e cobre, e os organoclorados, que acabam sendo consumidos por peixes e outros animais, afetando diretamente a vida humana através do consumo destas espécies contaminadas. 

Já em rios e lagos, o esgoto contribui para o crescimento de algas, um processo chamado de eutrofização. Com certeza você já viu ou passou por um lago ou rio onde havia a presença abundante de algas na superfície. Esse é um grande problema porque a quantidade exacerbada dessas plantas evita que a luz do sol penetre nas águas, impedindo, desse modo, o processo de fotossíntese e, consequentemente, a diminuição do oxigênio da água, essencial para o ecossistema funcionar corretamente.

Por que as regiões litorâneas vêm sofrendo com a contaminação dos mares pela falta de saneamento?

A primeira coisa que você precisa saber sobre isso é que esse é um grande problema de saúde e gestão pública, além de ser um crime ambiental. A contaminação dos oceanos, além de trazer os diversos problemas que já citamos acima e ameaçar a vida dos animais neles presentes, afeta a população, causando doenças por vírus, bactérias e fungos, se enquadrando como problema de saúde pública.

Além disso, as praias tornam-se impróprias para banho, afetando diretamente a economia da localidade e causando um problema social, já que as pessoas ficam sem sua principal fonte de renda, quando pensamos nos pescadores, por exemplo. O turismo da região, que em outros casos, poderia ser alto, tende a ficar cada vez menor e escasso.

Por fim, um dos maiores problemas são os desastres ambientais. O escoamento dos esgotos no mar, por si só, já é uma catástrofe ambiental, mas, além disso, causa a morte dos animais marinhos, desequilíbrios nos ecossistemas, contaminação de peixes e prejuízos para diversas atividades que dependem do mar para sobreviver e tirar seu sustento. 

Praias impróprias no Brasil: quais as principais e seus prejuízos para a saúde e economia do país

Vamos começar esse tópico listando as praias mais impróprias para banho no Brasil, são elas:

  1. Barra da Tijuca – Rio de Janeiro (Baía da Guanabara)
  2. Ilhabela – São Paulo
  3. Santos – São Paulo
  4. Boa Viagem – Pernambuco
  5. Ondina – Bahia
  6. Rendinha – Rio Grande do Norte
  7. Maragogi – Alagoas
  8. Tubarão – Bahia
  9. Lagoa da Conceição – Santa Catarina
  10. Guaratuba – Paraná

Além disso, um levantamento feito pela Folha de São Paulo preocupa. Segundo os dados, as praias do Brasil nunca estiveram tão sujas desde 2016. Segundo o levantamento, só 29% das localidades monitoradas de novembro de 2021 a outubro de 2022 ficaram limpas em todas as medições.

As consequências desses dados, nós já sabemos e já mencionamos. Mais doenças para a população, mais perdas e catástrofes para o meio ambiente e um abalo considerável na economia que tem o território litorâneo como importante fator de renda no turismo. Estamos caminhando para um cenário extremamente perigoso. Políticas públicas precisam ser pensadas para intervir imediatamente.

Como o esgoto contribui para o fenômeno denominado Maré Vermelha nos oceanos?

Nós já mencionamos superficialmente sobre esse fenômeno em um dos tópicos acima. Esse fenômeno é caracterizado pela proliferação de algas na superfície da água, nesses casos, alimentadas pelo aumento da matéria orgânica despejada de água, que aumenta a quantidade de nutrientes disponíveis, num processo conhecido como eutrofização, que é a proliferação de algas dinoflageladas.

Essa proliferação, como também já mencionamos, impede a entrada da luz solar, atrapalhando a fotossíntese e comprometendo a qualidade do oxigênio da água, matando animais e outras plantas.

Cenário ideal: quais etapas de tratamento o esgoto deve passar antes de chegar ao mar?

Já que falamos de poluição, que tal agora falar sobre um cenário ideal? Vamos, então, conhecer as etapas de tratamento ideais do esgoto, que são:

Gradeamento: que é a retenção de materiais como o lixo, em um filtro formado por grades.

Desarenação: onde há a remoção dos resíduos sólidos.

Tratamento biológico: a água passa por diversas reações bioquímicas.

Decantação: separação da parte líquida livre de impurezas.

Descarte: aqui o lodo tratado no processo é desidratado e levado para um aterro sanitário especializado. O que sobrou, que é a parte limpa, é devolvida ao meio ambiente.

Se você se interessa por este assunto e quer conferir mais materiais sobre a temática, clique aqui. Temos diversos artigos sobre diferentes temas, incluindo, preservação ambiental e tratamento da água. 

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